Arquivo do Autor para mouex

21
Jan
09

ADULTÉRIO LITERÁRIO

orgia-literariaEm primeira mão venho hoje, na condição de réu confesso, independente dos efeitos danosos de meu ato declarar que sou culpado de atentar contra os bons costumes e a fidelidade. Sofro de um mal que não tem cura e o é assim porque simplesmente isto me dá prazer. Meus atos têm origem de um impulso primário chamado curiosidade; quem sabe algum médico especialista chamado de psiquiatra me tenha por obsessivo ou compulsivo, mas entendo em ultimo grau de recurso que sou um poligâmico literal. Explico-me nestes termos porque considero jamais poder ser um indivíduo fiel! Sim, denuncio minha própria torpeza e digo que vou para cama todas as noites com muitas obras literárias, sofro deste desejo pelo conhecimento fogoso que dá asas a imaginação e assim sendo, Eu, um pândego e adúltero recolho-me com tantos livros quanto posso em uma e mesma noite.

A monogamia literária fora um sistema de prazer individual que nunca me seduziu e do qual lanço mão à separação de corpos desde sempre.

Proponho-me, assim, de pleno direito e de direito de fato, que minha obra atentatória ao perfil do fiel e costumeiro leitor monogâmico seja copiada por todos subversivos amantes da boa! literatura.

Viva a orgia literária.

06
Jul
08

O Seguro morreu foi de velho mesmo

Meus amigos! Ora quem diria: o seguro morreu de velho…

 

E morreu mesmo, não porque o Sr. Seguro Nascimento da Silva era somente velho, mais pelo fato de que milagres existem. Sim, do seguro queria viver até morrer mas por um suspiro da natureza salvou-se … se salvou-se!!!! indo direto da sala da previdência até a igreja mais próxima curtir uma fossa e tirar satisfações com deus.

 

“”Eu não pedi milagre””  queria apenas receber meu benefício previdenciário por invalidez Porrasssss! O nódulo era meuuuuu…  

 

Agora vou ter que trabalhar até morrer e graças a quem?

 

Graças a deus…

 

Saravá e um CHXXXXO égu@…

 

ISSO É INCRÍVEL     

22
Jun
08

Vinho ,,,, viño..eu?

Eis que nasce em uma noite, e, única o vinho…

Estávamos a dançar – bailar – ou seja lá o que se entenda por balançar os quadris! Quando não mais que : talvez! Não de repente… um louco “pequeno” e de passos curtos mas rápidos como o vento, atravessou o salão. Gritava ele e girava de todo pulmão: eu não sou … não sou…

Oras, olhei para meu amigo e disse: mais uma heineken! O que achas? E, ato contínuo auscultei: SOPA!!!!

Havia uma garota que andava com sua bolsa para todos os lados do salão sem saber o que da vida fazer… cheguei, e sem muito estardalhaço perguntei: qual são às horas? Ela disse: oras!!! Com um olho mais saltado que o outro ignorou a mim.

Quem diria … um olho mais saltado do que o outro,

Oras… horas!!!!

Xxxxxxxoooo… sarava….

20
Jun
08

A dúvida dança balé com um olho só

Conveniência, sim!… fora esta a primeira palavra que ele usou naquela noite. Discutíamos a respeito da dúvida, eu e meu mais novo amigo, o diabo em pessoa, ou, simplesmente diabo. Sentíamos a noite ainda por começar, o café estava fresco e cada vez mais tinha a impressão que algo estava para acontecer. Foi quando vimos entrar aquela moça. Pela porta da frente ela passou… Seu olhar contagioso e suas formas delgadas descreviam o próprio atrevimento a bailar em uma dança espúria. Sentimos dúvida, a dúvida sobre nossos próprios sentimentos. Será possível, dizia o demônio – quero dizer o diabo – que esta lisonja e pretérita malfeitora poderia dar luz ao amor. Há!…não me venha falar de amor meu caro, e muito menos de dar a luz, seja lá ao que for. De repente, naquele mesmo instante ocorreu-me uma nova dúvida: poderia um homem pequeno com esta mulher de grande porte dar continuidade à espécie humana? Oras, disse o diabo, pense bem! : “do biótipo donde temos uma grande mulher, de pernas longas, e de outro, um homem de resumidos membros, rebentos não hão de sair”. E assim, intrigado, perguntei “por que?” . Naquele mesmo instante ( XXX ) escutamos um barulho, qual mais parecia um porco rosnando no barro… Um senhor de lábios finos e bochechas rubras subitamente (súbita mente!) nos interrompeu dizendo: isto porque ou o poço é muito fundo ou a corda é muito curta!!!

Rimos até não poder…

No mais, disse eu a ambos (homem e diabo), afora a arte da luz, que sabem os demônios (demônio) sobre o amor? Diabo! Disse ele – e sorrindo de modo debochado falou em tom travejado de amargo: Tolice meu caro “Desde quando os homens amam!”, seus sentimentos são nada mais do que um anteparo para necessidades fisiológicas, fazendo dos amasios tão-somente um espelho de suas vaidades ímpias. Não passa de um exercício narcisista o tal amar…e, veja bem…! há tanta necessidade de amor neste mundo que os homens são capazes de amar suas próprias esposas e as mulheres seus próprios maridos, já dizia assim o escritor que ninguém jamais leu.

Oras, endiabrado diabo!… chego assim a conclusão de que a dúvida é fêmea e de ilusão Quixotesca, suas formas são de moça austuriana, larga de cara, de cangote curto, nariz rombo, torta de um olho e do outro pouco sã; não tendo mais do que sete palmos dos pés a cabeça e nos ombros o peso que sempre carrega nos faz olhar mais para o chão do que para o céu.

Realmente!… encerrou o diabo com olhar fixo ao chão.


15
Jun
08

ADULTÉRIO LITERÁRIO

 

 

 

Em primeira mão venho hoje na condição de réu confesso, independente dos efeitos danosos de meu ato, declarar que sou culpado de atentar contra os bons costumes e a fidelidade. Sofro de um mal que não tem cura e o é assim porque simplesmente isto me dá prazer. Meus atos têm origem de um impulso primário chamado curiosidade; quem sabe algum médico especialista chamado de psiquiatra me tenha por obsessivo ou compulsivo, mas entendo em ultimo grau de recurso que sou um poligâmico literal. Explico-me nestes termos porque considero jamais poder ser um indivíduo fiel! Sim, denuncio minha própria torpeza e digo que vou para cama todas as noites com muitas obras literárias, sofro deste desejo pelo conhecimento fogoso que dá asas a imaginação e assim sendo, Eu, um pândego e adúltero recolho-me com tantos livros quanto posso em uma e mesma noite.

A monogamia literária fora um sistema de prazer individual que nunca me seduziu e do qual lanço mão à separação de corpos desde sempre.

Proponho-me, assim, de pleno direito e de direito de fato, que minha obra atentatória ao perfil do fiel e costumeiro leitor monogâmico seja copiada por todos subversivos amantes da boa! literatura.

 

Viva a orgia literária.