TIC. TAc. Tic. tac. ti. t. .
Não há mais tic tacs. Nem grandes nem pequenos. Nem badalos de verdade nos campanários das catedrais.
Há somente a mudança inaudível dos traços digitais da esquerda pra direita, para o centro, para cima, para baixo… e as interminávies piscadelas dos dois pontos entre as horas e os minutos.
Entediados, já que não se bastam, exibem outras coisas que não o triste e cadenciado passar dos minutos. Alguns exibem o frio e o calor, ou ainda as headlines do dia, quando não os âncoras dos telejornais.
Alguns ainda exibem aquela pequena sinetinha perturbadora e prenunciadora do despertar para mais um dia digital. Sem tic tacs.
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